09/10/2015

RESENHA: Mães em guerra - Jill Kargman

Mães em guerra

Autor(a): Jill Kargman
Editora: Planeta do Brasil // Essência
Páginas: 288
Edição: 1
Ano: 2010
Um retrato maldosamente divertido de mães indiscutivelmente exageradas.
Toda mãe é capaz de cometer loucuras pelo bem de seu filho. Mas o que fazer quando a loucura vira o normal? Ao mudar-se para um dos bairros mais elegantes de Nova York com o marido Josh e a filha Violet, de dois anos, Hannah Allen se vê não só diante de um estilo de vida totalmente diferente do seu como no meio de uma verdadeira guerra de mães. Por trás da aparência de bonequinhas de luxo, suas novas vizinhas revelam-se beeem cruéis, prontas para destruir qualquer uma que represente a ameaça de ser uma mãe “melhor” do que elas.
Neste livro, Jill Kargman aposta em um novo gênero que vem conquistando fãs no mundo inteiro – o mom lit. Seguindo o ritmo de Sex and the City e Bridget Jones, só que com protagonistas-mães, o romance teve seus direitos vendidos para oito países, além do Brasil.
É legalzinho.... 

O livro se passa em NY o local do povo rico, cheio de glamour, que tenta mais provar para os outros o que tem, como fazem do que realmente são. A Hannah acaba de se mudar para NY com o seu marido, Josh, e sua filha de dois anos, Violet. E ela tem que enfrentar essas mulherzinhas que deixam os seus filhos serem criados por babás, mas que fingem que quem os educa são elas. 

A nossa protagonista tenta se adaptar, mas vê que aquilo tudo não faz muito a praia dela. Mas antes dela perceber de fato, de verdade e tomar uma atitude temos que aguentar MUITO mimi dela. "Ah isso é errado, não quero isso pra minha filha" e não fazia nada pra mudar, continuava lambendo o c* das mães chatas. Eu comprei esse livro querendo um livro leve, pra rir, já que é um chick-lit. Mas não foi isso que tive. Foi bem decepcionante. 

As mães que a Hannah conhece são uma praga, só querem aparecer, mas nem cuidar dos filhos elas cuidam. E se tem uma coisa que acho repugnante é isso, pra quê ter filho então? mas enfim, voltando ao livro.... A Hannah discorda disso e tudo mais, só que fica naquele impasse chato e monótono. As mães a julgavam sempre e às vezes, confesso, elas estavam certa. Mas porquê? Bom, a filha da Hannah tinha dois anos e ela só comia cereal e miojo. Gente, não tenho filho e não sou cheia das riquezas, mas sei que pra uma criança em desenvolvimento (e tão novinha, afinal só tem dois anos) precisa comer bem e direito. Uma outra coisa que me irritou, a Hannah tem um casamento dos sonhos: uma filha linda, um marido atencioso (apesar de estar um pouco ausente por conta do novo trabalho) e amoroso. Aí ela reencontra um ex-professor que fora sua paixão dos tempos de faculdade e que já havia beijado-o, ela começa sair com ele. E é nítido o flerte entre ambos. Ela simplesmente fingia que não existia nada, só ficava balançada e tals... mas olha, me irritou MUITO isso. 

O livro em si foi muito repetitivo, a protagonista vivia relembrando coisas do passado que não acrescentava nada pra história e sim o livro é em primeira pessoa. Admito que algumas partes eu pulei, porque não aguentei ler certas besteiras. Mas para meu alívio no final algumas coisas satisfatórias aconteceu, apesar de terem sido rápidas demais - coisas essas que deveriam ser melhor trabalhadas, por exemplo uma pessoa que odeia Hannah e do nada já está amiguinha, só porque a nossa protagonista falou algo. Coisa rápida sabe? isso não acontece assim, num piscar de olhos. 

Personagens: A Hannah foi bem chatinha, o Josh apesar de marido apareceu pouco, o professor apareceu mais. Violet é uma gracinha, amorzinho de criança. 

Sobre os detalhes: A boneca/ilustração de mulher na capa não é a protagonista e acho que deveriam ter colocado ela. Mas ok... e o fundo remente a cidade grande que é NY, mas como um todo eu gostei bastante. A diagramação interna está bacana e não encontrei erros.

Comentário final: Talvez a culpa seja minha de ter esperado um chick-lit a lá Sophie Kinsella, mas fazer o quê né? não aconteceu. Nunca, jamais, never irei dizer que não leiam um livro, então leiam este e vejam se gostaram. No skoob vi muita gente dando 5 estrelas, vai que vocês curtam?! Inclusive coloquei pra troca lá! hahaha :p

QUOTE:
“Esqueça o crack: a saudade é a verdadeira droga.”
“Não importa o que você é. O que importa é do que você gosta.” [...] “O que você gosta é uma definição do que você é.”


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