01/01/2016

RESENHA: Filha da Profecia - Juliet Marillier

Filha da Profecia

Autor (a): Juliet Marillier
Editora: Buterfly
Páginas: 640
Edição: 1
Ano: 2014
Sevenwaters #3
A história de Fainne, criada pelo pai, Ciarán, em uma terra distante. Ao se tornar adolescente, ela é visitada pela avó, a malévola feiticeira Lady Oonagh, que a obriga a embarcar em uma terrível missão: infiltrar-se na família, em Sevenwaters, e impedir que seu tio Sean e seus aliados reconquistem as Ilhas sagradas – invadidas há gerações pelos escandinavos.
Educada pelo pai usando seus dons de magia para o bem, ela, no entanto, agora se vê forçada a usar de artimanhas e maldade para atingir os objetivos de vingança de sua avó.
A história podia ser bem mais que isso, mas...

Fainne no começo é uma garota simples, filha de um feiticeiro, que por sua vez é filho de uma das maiores feiticeiras já conhecidas e ruins existentes. 

Esse é o terceiro livro da série Sevenwaters, mas não há spoilers grandes dos personagens, mas é imprescindível que se leia os livros anteriores pra entender a questão da profecia e todo o porquê dela ter que acontecer. Apesar que a autora contou superficialmente nesse livro, só se entende mesmo quando ler os outros. A feiticeira malévola, Lady Oonagh, deu suas caras no primeiro livro - Filha da Floresta - e mostrou o quão ruim é... o filho dela, Ciarán, só veio aparecer em Filho das Sombras, segundo livro. Alguns personagens de ambas histórias aparecem em A Filha da Floresta, de forma diferente, obviamente.

Mas voltando a história desse livro em si: Fainne e o pai vivem em Kerry, um vilarejo litorâneo, que fica longe de tudo, mas que serve muitas vezes - no verão - de abrigo para alguns viajantes. A nossa protagonista só tem um único amigo, o Darragh que é um viajante. Ciarán desde cedo ensinou pra Fainne sobre feitiçaria, magia e também sobre os ensinamentos dos druidas, a mãe dela é a Niamh, que se 'jogou' do penhasco. A história do casal - Niamh e Ciarán - é contada em Filho das Sombras e mais uma vez reitero que deve-se ler os livros anteriores, apesar desse fato em si não fazer diferença na história.

Fainne aprendeu muito, mas ainda faltava algo... e eis que a avó, a maligna vilã da série, reaparece pra ensiná-la e tentar obrigá-la a fazer o que quer. E não mede esforços pra conseguir isso, usa de tudo e todos pra conseguir. A nossa protagonista vai para Sevenwaters pra ficar com a família da mãe porque é lá que a avó quer que ela comece a vingança. 

Eu estava muito curiosa pra ler esse livro, muito mesmo... e ele acabou se tornando um tanto quanto decepcionante. Veja bem, são mais de 600 páginas e só vim sentir alguma emoção nas últimas 50 páginas - e algumas delas me irritaram ainda assim. Fainne é bem introspectiva, quieta e na dela... contudo acaba fazendo algumas besteiras por causa da avó, no entanto a gente acaba entendendo e torcendo por ela. Mas ela demora muito pra perceber algumas coisas, pense numa protagonista lenta... ela tem 16 anos, mesma faixa etária que as outras protagonistas da série tinham (Liadan e Sorcha) e passaram por coisas bem piores e não ficaram tão, como posso dizer, devagar pra tomar algumas decisões. O pior não foi só a lentidão pra tomar as decisões, tem uma cena lá no final que deveria ser épico, tinha tudo pra ser... mas acabou sendo frustrante porque ela... não vou dizer, porque vou acabar soltando spoilers do final e ninguém quer isso.

Outra coisa que me irritou, o livro se tornou maçante, descritivo demais... os demais livros foram enormes também, mas não tiveram uma leitura tão lenta assim. Me cansou demais, a protagonista fala e fala e fala mais... teve várias cenas que foram totalmente desnecessárias e que não fariam falta nenhuma pro livro. 

Contudo, não posso falar só coisa ruim do livro. A protagonista apesar da lentidão é gostável, fui com a cara dela e principalmente por que quando ela fazia alguma coisa por causa da avó era crível que aquilo feria ela e por conta disso dá pra se ter uma empatia. O pai dela, Ciarán, foi bem ausente, mas no momento em que teve aparecer o fez e foi ótimo. O pessoal de Sevenwaters continuam apaixonantes, principalmente um que ganhou o meu amor eterno que foi o grande Finbar (quem já leu os livros anteriores vai reconhecer o nome).

A história em si é bem construída, mas achei que deveria ser bem mais épica e a protagonista deveria ser bem mais, não sobre ser quem é, mas sobre o que fazer. Personagens amadurecem, certo? mas não vi isso acontecer, se acontecesse, seria ótimo, não seria tão frustrante. 

Comentário final: O livro é bom, mas poderia ser ótimo... história tinha pra isso. 

QUOTE:
“–Às vezes – sussurrei –, a maior força está em não agir.”

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Primeira resenha do ano não foi lá essas coisas, eu sei, peço perdão para o vacilo! Mas que esse ano as leituras seja ótimas :D

Feliz ano novo! 
Com direito a muitos livros ♥

Beijos,
Kamilla


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