01/04/2016

RESENHA: Me abrace mais forte - David Levithan

Me abrace mais forte - A história de Tiny Cooper

Autor: David Levithan
Editora: Galera Record
Páginas: 224
Edição: 1
Ano: 2015
Do universo de Will & Will: Um nome, um destino, conheça a história de Tiny Cooper em um fabuloso musical Uma novela musical do universo de Will & Will – um nome, um destino, escrito em parceria com John Green e o primeiro livro juvenil com protagonista gay a figurar na lista do New York Times. Em Me abrace mais forte, o personagem Tiny Cooper, um dos mais carismáticos da trama, disponibiliza o roteiro do musical que acompanha sua trajetória: do berçário até o ensino médio. Com participação especial do fantasma de Oscar Wilde, o roteiro revela os detalhes da vida amorosa de Tiny, seu relacionamento com seus vários ex-namorados, a amizade com a babá lésbica, a relação com os pais e o encontro com o amigo Will Grayson.
Quero dá um abraço de urso no Tiny! ♥ 

Tiny Cooper é um personagem grande e gay. Porque estou falando assim? É um termo muito usado nesse livro e não, não é uma ofensa. Não para o Tiny. Ele é um dos personagens mais queridos e amados de Will & Will, escrito pelo David e pelo John Green, o Tiny foi criado pelo "João Verde", mas quem o fez brilhar aqui foi o Levithan. 

Esse livro não é como os outros, ele é como se fosse um musical e devo admitir que foi uma surpresa pra mim, apesar de ter na capa eu não tinha me atentado à isso. E peguei o livro esperando a história do Tiny contada por ele ou em terceira pessoa, porém nós temos o Tiny narrando em algumas partes? Sim, mas a história é toda em formato de um musical. Divido em dois atos, com várias cenas. Ok, na verdade nós não temos o musical (só na nossa cabeça, porque sim, imaginamos lindamente), o livro é mais um roteiro desse musical, com observações do Tiny e é assim que vamos conhecendo a história dele. 

Como o livro é na verdade um musical, ou roteiro, o livro acaba se tornando mais fino do que realmente é, ou seja, a leitura se torna rápida e até mesmo mais dinâmica. Já que ficamos tentando encontrar um ritmo pra canção e cantamos junto, imaginando toda a cena. Pelo menos aconteceu comigo. Mas sobre o enredo do musical nós conhecemos muito mais sobre o Tiny e não é a história de um adolescente gay, não é só isso... É sobre amor, amizade, preconceito, sexualidade, conhecimento de quem você é, de que errar faz parte e tantas outras coisas. É um livro curto, mas que agrega tanta coisa! É envolvente tudo que o nosso protagonista passou e amadureceu. O Tiny de fato é fabuloso.

O musical em si fala do Tiny, desde sua infância até agora na sua adolescência. Fala de como seus pais reagiram ao saber que ele era gay, dos seus ex-namorados (18 no total), do preconceito vivenciado por ele ser gay e grande, da relação com sua ex-babá, da sua amizade com o Will (que na trama recebe outro nome, pra não confundir com o ex dele)... Eu já disse que o livro é curto, mas agrega tanta coisa? Pois é. Só queria deixar isso ainda mais claro pra vocês.

Sobre os detalhes: A capa está maravilhosa, a diagramação está ótima também. Porém a única coisa que me incomodou foram as folhas brancas, pra quem tem problema de vista, dificulta um pouco. 

Comentário final: Não indico que leiam esse livro sem ler Will & Will, o livro não trás muitos spoilers, quase nenhum na verdade. Mas é bom que você conheça os personagens do musical de verdade, antes de imaginá-los no palco encenando. Acho que essa foi a maior magia pra mim, eu os conhecia (matei um pouco da saudade) e imaginei um grande espetáculo - a lá Tiny Cooper. Falando em grande espetáculo se esse livro virasse um musical de verdade seria maravilhoso, ou ao menos a junção dele e de Will & Will virasse um filme/musical seria estupendo!


QUOTES:
“Afinal, o que é a vida senão uma série de momentos barulhentos e tranquilhos com um pouco de música no meio?”
JOGADOR AGRESSIVO Nº 2: Tiny é Gay!
SR. FRYE: Ei! Ei! Nada de insultar os companheiros.
PHIL (com valentia): Isso não é insulto. É só uma coisa, tipo, algumas pessoas são gays, assim como outras tem olhos azuis.”
“É sempre mais fácil culpar os outros por nos impedirem de fazer alguma coisa. Mas às vezes a única pessoa que nos impede... bem... somos nós mesmos.”


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