Resenha: Teardrop: Lágrima - Lauren Kate


Teardrop: Lágrima #1
Autora: Lauren Kate
Editora: Galera Record
Páginas: 336
Edição: 1
Ano: 2013
Depois de perder a mãe em um acidente no mar, Eureka acha que nunca mais voltará a sorrir. E a promessa que fez à mãe – a de nunca mais chorar – se torna quase impossível, até conhecer Ander. Louro, alto e de pele muito branca, o rapaz parece estar em todos os lugares e saber coisas que não deveria sobre Eureka. Inclusive um estranho segredo relacionado às suas lágrimas e aos três artefatos que herdou da mãe: uma carta, uma pedra e um misterioso livro que conta a história de uma menina com o coração partido. Ela chorou tanto que deixou debaixo d´água um continente inteiro. Logo Eureka vai descobrir que a antiga lenda é mais que uma história, que Ander pode estar dizendo a verdade e que sua vida pode ter um curso mais sombrio do que ela imaginou.
Oi Apreciadores, tudo bem com vocês?

Tenho que confessar pra vocês que esse foi o meu primeiro contato com a escrita da Lauren e eu não sei ao certo dizer se gostei de verdade, acho que precisarei ler o próximo livro dessa duologia para afirmar com certeza se vou vir a ler outros exemplares dela futuramente (apesar de estar interessada em ler a série Fallen há uns bons anos).
Lágrima começa com o dia em que Diana, a mãe de Eureka, morre. Ou melhor, é assassinada. Os semeadores, como eles se denominam, são um grupo que veio com a missão de salvar o mundo e, para salvá-lo, Eureka precisava morrer. Então, enquanto Eureka e sua mãe, Diana, voltavam de uma de suas muitas viagens, ao atravessar a ponte uma onda enorme atinge atinge as duas e Diana morre. Ander era um Semeador, sua missão desde que ele nasceu era garantir que Eureka jamais vivesse o suficiente para cumprir o seu papel no mundo e isso envolvia saber cada passo que ela dava, viver sua vida dedicada à vida dela. Porém o que a sua família não sabia era que Ander jamais conseguiria ver Eureka morta, porque ele estava apaixonado por ela, então ele simplesmente não consegue resistir ao impulso de salvá-la.

Algum tempo depois da morte de Diana, Eureka estava com a vida completamente bagunçada, sofrendo pela morte da mãe, tendo que aguentar Rodha, sua madrasta, todos os psicólogos e clínicas de reabilitação que ela colocou na vida de Eureka, e com um pai que é submisso à mulher, além de não sentir vontade de fazer aquilo que mais amava: as corridas de cross country. Aparentemente, as únicas coisas que continuam normais para ela é sua amizade com Cat e com Brooks, seus melhores amigos, porque para a escola inteira ela era a menina que tentou suicídio.
Sim. Amor. É o que torna a vida digna de ser vivida. O que chega para nos levar aonde precisamos ir.
Para completar, Diana deixou em seu testamento três coisas que não faziam o menor sentido para Eureka: um livro de capa dura em uma linguagem na qual Eureka nunca havia visto, um aerólito e um medalhão, itens que Eureka não fazia ideia do significado. Na busca por mais respostas e procurando conhecer melhor a própria mãe, Eureka tenta achar alguém que possa fazer a tradução desse livro e é aí que conhece Madame Blavatsky, uma senhora que sabia traduzir em muitos idiomas e que traduz O Livro do Amor para Eureka. O que Eureka não sabia era que a história contida nele era muito mais real do que ela poderia imaginar e que isso traria consequências não só para a sua vida, mas para a vida da sua família, dos seus melhores amigos, de todos aqueles que ela amava e também de Ander.

Primeiramente, a capa desse livro é incrível. Continuo com o problema de pessoas na capa, mas ela diz exatamente o que vamos encontrar no livro e a ideia de uma garota com um vestido de "água" e ao fundo uma cidade destruída é sensacional. Fora que o mix de tons de azul e roxo me deixaram simplesmente APAIXONADA. As folhas são meio amareladas, com espessura média e a diagramação e tamanho da fonte são bons. Outra coisa que sempre me influencia nas leituras é a divisão dos capítulos e eu simplesmente amo livros que tem um tamanho nem muito curto e nem muito longo de páginas por capítulo e a Lauren faz isso com maestria, quando o capítulo começa a ficar massante, ela finaliza ele. A única coisa que me incomodou e muito foram os erros presentes na edição, muitos deles sendo erros de tradução, algumas frases que ficaram meio desconexas e algumas palavras escritas incorretamente e, de certa forma, foi algo recorrente no livro, o suficiente para me incomodar.
Ela sentou Eureka na antiga cama do baldaquino e a segurou rudemente pelos ombros. Uma intensidade selvagem enchia seus olhos. Eureka fungou.
- Estou com medo.
Diana olhou a filha como se não soubesse quem ela era. Depois a palma da sua mão voou para trás e ela bateu em Eureka, com força. Eureka paralisou no meio do gemido, pasma demais para se mexer ou respirar. Toda a casa parecia reverberar, ecoando o tapa. Diana se curvou para mais perto. Seus olhos se cravaram nos da filha. Ela falou no tom mais grave que Eureka ouviu na vida:
- Nunca, jamais volte a chorar.
Eu particularmente gostei muito de alguns aspectos da escrita da Lauren, a forma como ela é detalhista com todas as cenas, descrevendo tudo incrivelmente bem, porém isso é uma qualidade e um defeito, já que ela acaba demorando muito pra chegar no real objetivo do livro. Sinceramente, durante boa parte do livro você fica sem entender qual é o ponto central, o que esperar para os próximos capítulos e às vezes até mesmo como reagir aos acontecimentos, já que até mais da metade do livro parece que nada acontece de fato. O ponto bom desses detalhes é que é possível compreender a história da protagonista, a relação dela com Diana é extremamente bem explicada, é possível conhecer os sentimentos de Eureka, se apaixonar pelos seus melhores amigos e pelos seus irmãos gêmeos, além de entender o dia-a-dia dela. Porém, às vezes parecia que o livro era mais um diário da sua vida pós perda da mãe do que uma história em que aconteceria algo surreal que mudaria tudo, que é o que o começo do livro nos deixa ansiando até as últimas 100 páginas. E, pasmem, quando a coisa fica realmente MUITO boa (graças a Deus ela fica), o livro acaba. Eu quis matar a Lauren e me matar junto porque preciso do segundo livro, eu necessito descobrir o que acontece na sequência!

Falando um pouco mais sobre os personagens, as únicas pessoas que não me descem são o pai dela, que em momento algum eu senti empatia por ele e Ander. A Rodha já deixa bem claro que ela é uma chata que impõe todas as próprias vontades pro pai da Eureka e até aí ok, mas a impressão que o livro deixa é o caso clássico de um pai que se casa com outra pessoa e "esquece" que a própria filha mais velha necessita de um carinho e atenção que não vai vir de ninguém se não for dele e é incrível como até nos momentos mais cruciais ele consegue ser o pai mais sem sal do mundo! Quanto à Ander, eu acho fofo os dois juntos, mas eu tenho dois pés atrás com ele desde o começo do livro. Sei que é aquilo que ele nasceu pra fazer, mas me diz, como que alguém que sabe tudo da sua vida aparece e te conta que ele é algo parecido com um perseguidor e você se apaixona por ele? Tipo, Eureka, helloooo! Além disso, Ander sabe de tudo, absolutamente TUDO que Eureka precisa saber pra sobreviver, mas ao invés de contar tudo de uma vez, mesmo depois que ela já se tocou de quem ela realmente é, ele fica segurando a história até ela descobrir tudo por conta própria. Isso foi revoltante demais! Porque quando ela descobre tudo as coisas já estão num patamar bem tenso.
Talvez fosse o turquesa de seus olhos. Talvez fosse o empenho absurdo com que evitou o desastre com o esquilo. Talvez fosse o modo como a olhava, como se fosse algo que ela nem sabia se desejava ver em si mesma. Num instante, esse garoto a conhecia. Ele a fazia se sentir excessiva.
Enfim, eu quero muito ler a continuação pra saber o que de fato vai acontecer. Achei que a ideia de misturar um mito com um romance foi muito legal, eu particularmente adoro esse estilo de história, mas poderia ter sido menos cansativo. Se a Lauren falasse menos no começo e contasse mais do final eu teria sido bem mais feliz! E espero de verdade que no segundo livro eu consiga me apaixonar de verdade por Ander e pelo pai da Reka assim como me deliciei com os gêmeos irmãos dela. Assim que eu conseguir ler o segundo trago a resenha pra vocês! Um xêro e até terça que vem!
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Novidades Literárias #127 - Nova edição da Trilogia dos Espinhos, Teaser de Cinquenta tons, Thalita Rebouças e mais...

O Novidades Literárias está no ar \o/
NOVO LIVRO DE VICTOR BONINI
Se você é um leitor antenado nas redes sociais, principalmente nos stories do instagram, você deve ter visto algumas pessoas receberem um convite para serem padrinhos de um casamento. Se você pensou em um romance fofo (como eu), tirem seus cavalinhos da chuva, porque a obra se trata de um romance policial.

O autor Victor Bonini, que escreveu Colega de Quarto, anunciou seu novo livro - O Casamento, pela Editora Faro Editorial. O lançamento acontecerá no início de outubro, estão curiosos? Eu fiquei depois dessa capa.

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DARKSIDE ANUNCIA NOVA EDIÇÃO PARA TRILOGIA DOS ESPINHOS
A Darkside divulgou uma nova edição em comemoração aos cinco anos da editora. A Trilogia dos Espinhos foi a primeira fantasia Dark publicada por eles,  mas eram livros separados (o primeiro foi  Prince of Thorns). 
Nessa nova Edição eles irão publicar os três livros em um único livro, especial para colecionadores, são quase mil páginas! 
A Trilogia narra as batalhas por vingança e poder de Jorg Ancrath. Cruel demais para ser chamado de herói, Jorg entra facilmente na lista dos grandes canalhas que aprendemos a amar na literatura fantástica, como Alex DeLarge (Laranja Mecânica) ou Tyrion Lannister (Game of Thrones).
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TEASER CINQUENTA TONS DE LIBERDADE
A Universo Pictures divulgou o teaser oficial de Cinquenta Tons de Liberdade, terceiro filme da franquia Cinquenta tons que são adaptações dos livros homônimos de E.L. James. O trailer definitivo sairá em novembro deste ano, já o longa estreará em fevereiro de 2018.
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LIVRO DE THALITA REBOUÇAS VIRARÁ FILME E TERÁ MAISA COMO PROTAGONISTA
Isso mesmo, querido leitor! Mais um livro nacional que chegará nas telonas, dessa vez será a obra Tudo Por Um Pop Star, que será estrelado por Maisa Silva. A autora já está trabalhando no roteiro e o filme sairá pela produtora Panorâmica. O longa já tem previsão de estrear ano que vem, 2018.

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RAPIDINHAS
MINHA IRMÃ ROSA: A Galera Record anunciou o lançamento do thriller da autora Justine Larbalestier, o lançamento está previsto para setembro. Essa obra é uma releitura do clássico Menina Má de 1954.

MINHA VERSÃO DE VOCÊ: Editora Hoo, selo do Grupo Universo dos Livros, anunciou o lançamento do novo livro da Christina Lauren, pseudônimo de duas autoras Christina Hobbs e Lauren Billings. A obra será lançada em outubro.

O NAVIO DOS MORTOS: A Editora Intrínseca anunciou o lançamento do terceiro e último livro da série Magnus Chase e os Deuses de Asgard do autor Rick Riordan. A obra provavelmente chegará nas livrarias a partir do dia 03 de outubro.
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E aí leitores, gostaram das novidades literárias?!
Beijos
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RESENHA: Entre Quatro Paredes - B. A. Paris

Entre Quatro Paredes
Autora: B. A. Paris
Editora: Record
Páginas: 266
Edição: 1
Ano: 2017
Um thriller sobre um sonho que torna-se pesadelo.
Grace é a esposa perfeita.
Ela abriu mão do emprego para se dedicar ao marido e à casa. Agora prepara jantares maravilhosos, cuida do jardim, costura e pinta quadros fantásticos. Grace mal tem tempo de sentir falta de sua antiga vida.
Ela é casada com Jack, o marido perfeito.
Ele é um advogado especializado em casos de mulheres vítimas de violência e nunca perdeu uma ação no tribunal. Rico, charmoso e bonito, todos se perguntavam por que havia demorado tanto a se casar.
Os dois formam um casal perfeito.
Eles estão sempre juntos. Grace não comparece a um almoço sem que Jack a acompanhe. Também não tem celular, que ela diz ser uma perda de tempo. E seu e-mail é compartilhado com Jack, afinal, os dois não guardam segredos um do outro. Parece ser o casamento perfeito. Mas por que Grace não abre a porta quando a campainha toca e não atende o telefone de casa? E por que há grades na janela do seu quarto?
Às vezes o casamento perfeito é a mentira perfeita.

Mas gente... que livro!

Sabe aquele casal perfeito, que dá inveja a todo mundo? É a Grace e o Jack. Grace sabe cozinhar maravilhosamente, deixou de trabalhar pra ficar junto com o marido, este por sua vez é um homem incrível. Luta pelas mulheres indefesas, é advogado especializado em defender mulheres vítimas de agressão. Ele é lindo, inteligente, charmosos e que ama sua esposa - e não tem vergonha de dizer o quanto ela é importante pra ele. Vocês acreditam em um casamento perfeito desses? Um sonho, né? Ou seria um pesadelo?

A Grace nunca sai de casa sozinha, sempre acompanhada do seu incrível marido. Ela não tem telefone, o e-mail dela é o dele, afinal eles  não tem segredos um do outro. Mas... ela não tem telefone porque não pode, ele não atende a companhia porque está no quarto - presa -  e nas janelas há grades. O que há por trás de tanta perfeição?
Vocês já devem imaginar que essa perfeição não existe, aliás até existe para os outros. Para quem olha de fora. A Grace se casou apaixonada, pensou que tinha encontrado o homem da sua vida, mas assim que se casa, tudo que ela sonhava vira um pesadelo enorme. O homem amável com que ela havia se casado, se transformou em um monstro. Jack é um psicopata, e se mostra sempre um passo a frente da nossa protagonista.
"Era tão difícil de acreditar que o homem que olhava adoravelmente para mim do outro lado da mesa era o mesmo homem que me manteve presa que quase pensava que eu tinha imaginado tudo."
Esse livro é doloroso, angustiante e revoltante. Grace sempre foi só, os pais dela não nasceram pra serem pais e quando tem a segunda filha, com Síndrome de Down e queriam colocá-la em adoção, desde então a Grace - que sempre quis uma irmã - resolver tentar de todas as formas criar e ajudar a irmã. Por isso desde que completou a maioridade tomou pra si a responsabilidade de criar a irmã, quando Jack chegou ela pensou que teria alguém com quem contar... mas os planos dele eram outros.

O Jack é um personagem odiável ao extremo, calculista e com um passado que dá calafrios só de pensar. Ele é um verdadeiro monstro, seu intuito era poder fazer mal a irmã da nossa protagonista. Porquê? só porque ele gosta de ouvir, sentir e infligir o medo nos outros. Ele tem prazer, e pra ele é como um alimento. O cara é inteligente e não deixa aberturas pra nossa protagonista gritar socorro, o cara é tão doente que nas vezes que ela tentou pedir, induziu as pessoas a pensarem que a Grace era louca, sofria algum tipo de distúrbio mental. É angustiante você ler a história, querer ajudá-la e a gritar com ela, mas não consegue...
“– Medo – sussurrou ele. – Não existe nada igual. Adoro o que ele causa, a sensação que provoca, seu cheiro. E especialmente o som.”
Entre Quatro Paredes é uma obra que nos enjoa, nos causa repulsa e revolta. Como as pessoas não percebem o grito silencioso da Grace? COMO? O Jack é tão (insira um palavrão aqui) que todos apenas pensam nele como um cara incrível, marido invejável. E ao mesmo tempo que nos causa tanta repulsa, é impossível de largar. A narrativa é viciante, a autora escreve maravilhosamente bem, que cativa o leitor já nas primeiras páginas. O desfecho foi incrível e me surpreendeu bastante.

Esse livro intercala entre o passado e o presente, e é escrito em primeira pessoa pela Grace, onde ela vai nos apresentando gradativamente o porque dela estar naquela situação. Os primeiros capítulos dão nos nervos, senti um desconforto tão grande, com um tempo fui conseguindo lidar melhor, mas foi bem incômodo. Sem dúvidas, essa obra mexeu muito comigo. Apesar de todo o medo e desconforto, a leitura também me causou reflexões, sobre muitas mulheres que vivem essa realidade, e de um jeito um pouco pior. Muitas vezes elas até gritam por socorro, mas a sociedade finge não ouvir - que deve ser bem mais doloroso. E é realidade, né gente?! 

Sobre os detalhes: A diagramação está maravilhosa, encontrei apenas algumas falhas de impressão. Quando ocorre as intercalações entre passado e presente, são devidamente sinalizados. 

Comentário final: Deu pra perceber pela resenha o quanto esse livro mexeu comigo, e é bom quando um autor consegue nos envolver dessa forma. Super indico a leitura! E admito que talvez você fica alguns dias pensando na história. Leiam e depois venham conversar comigo!
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SORTEIO: Como Agarrar Uma Herdeira

Olá apreciadores, como estão? Hoje eu venho fazer um super sorteio pra vocês do livro Como Agarrar Uma Herdeira da maravilhosa Julia Quinn! Isso mesmo, o sorteio é do primeiro livro da duologia Agentes da Coroa. Nós do Lendo e Apreciando em parceria com a Editora Arqueiro daremos um exemplar pra vocês, mas claro que teremos regrinhas básicas :)

É bem simples:
- Basta seguir o blog pelo GFC;
- Residir em território nacional;
a Rafflecopter giveaway
CONSIDERAÇÕES
- Na opção de "Visitar a página" é necessário curti-la;
- Há também opção de comentar em postagens do blog, esses comentários deverão se condizentes e com conteúdo;
- Perfis fakes e criados apenas para participar de promoções serão desclassificados;
- Não nos responsabilizaremos por danos ou extravios;
- O envio será feito em até 60 dias pela Editora Arqueiro;
- Após o término da promoção será enviado um e-mail para o ganhador, este deverá responder em até 48 horas;
- O sorteio vai até o dia 13/10/2017.
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Boa sorte leitores ♥
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TOP 4: Livros nacionais (lidos em 2017)

Oi leitores, como estão? Hoje é dia de top 4 no blog e o tema de hoje é top 4 livros nacionais dentre os que li esse ano. Devo admitir que não li muito, mas foram boas leituras. Escolhi esse tema porque dia 18 desse mês é o dia do símbolos nacionais (Bandeira, armas nacionais, selo nacional e o nosso hino). É gente... o Brasil tem dia pra tudo! rs Como esse mês também teve o dia da independência do nosso país, nada mais justo do que indicar a vocês livros bons e nacionais!

4. O ROSTO QUE PRECEDE O SONHO - MAURÍCIO GOMYDE
O Maurício Gomyde é um dos meus autores nacionais favorito, ele tem uma narrativa gostosa e viciante, além de construir personagens reais e cativantes. O rosto que precede o sonho não deixa a desejar, apesar de não ser o meu favorito, foi uma leitura bastante proveitosa. Super indico!

3. PROMETIDA - CARINA RISSI
Quem acompanha o blog saber que sou louca nos livros da Carina Rissi, esse ano eu li Prometida que é o quarto volume da série Perdida, mas que não conta a história de Ian e Sofia e sim da Elisa, irmã do Ian. E eu super gostei, mas não foi o melhor livro da Carina que li. No entanto, é um livro gostoso e viciante. Vale a pena!

2. UM ACORDO DE CAVALHEIROS - LUCY VARGAS
Eu nunca havia lido nada da Lucy Vargas, mas quando a Bertrand lançou surgiu uma curiosidade absurda por esse livro. E vos digo: super vale a pena! Os personagens são incríveis, inteligentes e é maravilhoso acompanhar o desenrolar do relacionamento deles. E o mocinho é incrível! 

1. DOIS MUNDOS - SIMONE O. MARQUES
Em primeiríssimo lugar ficou com o livro Dois Mundos, que foi uma grata surpresa pra mim. A obra é uma distopia com fantasia fantástica e mitologia celta. Fiquei com receio de que essa mistura não desse certo, mas foi ao contrário! É um livro ótimo, vale a pena!
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Espero que tenham gostado das indicações! E vocês, qual me indicam?
Beijos



 Top comentarista
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Resenha: A Seleção - Kiera Cass


A Seleção #1
Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 168
Edição: 1
Ano: 2012
Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China, e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças entre dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha. Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.
Oi Leitores, tudo bem com vocês?

"Nossa Heme, quantas vidas depois você resolveu ler esse livro né?". SIM. Devo dizer que sou a rainha do atraso das modinhas, porque sempre estou com outras prioridades ou por falta de tempo mesmo. E, mais, confesso que só li esse livro porque minha prima é muito apaixonada nele e me convenceu, porque pra mim ele sempre esteve na linha de ser mais uma saga que copia Jogos Vorazes (o que não me faz deixar de ler, mas sim colocar outras prioridades no caminho). O importante é que li o primeiro livro e agora não consigo desapegar, socorro!
A Seleção é uma trilogia escrita por Kiera Cass e se passa em Illéa, um país que surgiu após as Terceira e Quarta Guerras Mundiais, basicamente representando os EUA em um futuro distante. Em Illéa, as pessoas são divididas por castas, sendo que a Casta 1 é a Família Real e a Casta 8 os moradores de rua.

América Singer é uma jovem de 17 anos pertencente à Casta 5, a casta dos artistas. Ela vive com seus pais e mais dois irmãos mais novos e além deles tem mais outros dois irmãos mais velhos que mudaram de casta após casamentos e oportunidades melhores de vida. No geral, famílias que vão até a Casta 3 tem boas condições de vida, nas Castas 4 e 5 as coisas tendem a ser mais complicadas, da 6 pra frente eles costumam ter que se matar de trabalhar para conseguir comer algo.

Desde os 15 anos, America nutre uma paixão por Aspen, um garoto da Casta 6. Os dois namoram há 2 anos e não tem coragem de contar para as suas famílias porque para se casarem seria necessário que America se tornasse uma 6 (no sistema de castas a mulher que deve ir pra casta do homem), o que a sua família provavelmente não aprovaria, principalmente a sua mãe.
- America, se você amasse um Oito, eu deixaria que se casasse com ele. Mas você precisa saber que o amor às vezes acaba com o peso da vida de casado. E ia ser ainda pior se você não pudesse sustentar seus filhos. O amor nem sempre sobrevive nessas circunstâncias. [...] Mas o que me importa é que você seja amada. Você merece isso. E eu espero que se case por amor e não por número.
Para completar a situação, a cada geração o Príncipe regente de Illéa faz A Seleção, um concurso onde são escolhidas 35 garotas (uma de cada província) para disputarem o coração do príncipe e, ao mesmo tempo, o reinado. Então a sua mãe espera que ela participe, porém o que ela não sabe é que o coração da filha já tem dono e que não há dinheiro no mundo que faça com que ela mude de ideia e se apaixone por um príncipe egoísta e metido. Porém, ao saber da notícia, Aspen pede que America se inscreva para que ao menos tenha a chance de dizer que tentou, afinal, qual a chance de ela ser uma das selecionadas quando milhares de adolescentes estavam concorrendo? O que ela não sabia era que isso aconteceria e que dali pra frente a sua vida nunca mais seria a mesma. Para que America não sentisse impedida de ir, Aspen termina com ela, alegando que os dois nunca dariam certo juntos e que não queria que ela terminasse como ele. Um seis. Motivada em ajudar a sua família a ter melhores condições de vida (todas as 35 selecionadas recebem dinheiro para contribuir com as despesas da família enquanto elas não estão presentes), determinada a esquecer Aspen e recomeçar, America parte para um novo mundo, onde tudo é desconhecido e se depara com um príncipe completamente diferente de tudo que ela havia imaginado.
Dei-me conta de que se Maxon fosse apenas Maxon Schreave e não Maxon, o futuro rei de Illéa, seria o tipo de pessoa que gostaria que morasse na casa ao lado, um vizinho com quem conversar.
A Seleção é um livro sobre descobertas, uma mistura de sentimentos, amor, ódio, esperança e um triângulo amoroso de tirar o fôlego! Devo admitir que, dos muitos livros que li e que continham um triângulo amoroso, esse foi um dos poucos que me deixou completamente apaixonada pelos dois caras e sem fazer ideia de quem eu quero que a America fique no final. O Aspen é o cara que entende e conhece a America mais que toda e qualquer pessoa, ele cresceu com ela, teve boa parte das vivências dela e nutre um amor tão bonito e tão forte por ela e por tudo que os dois já viveram que é de sonhar. Porém, apesar de Maxon ser o cara que não sabe muito do que acontece fora do seu palácio e isso fazer com que algumas atitudes dele sejam hipócritas, isso também faz com que ele não saiba o que é de fato amar alguém, dividir a sua vida com alguém, ter alguém pelo qual você seria capaz de dar a própria vida e até mesmo coisas simples como dar um beijo, consolar alguém que esteja passando por dificuldades e ele vai aprendendo tudo isso com America e o amor deles vai nascendo de uma forma terna e única e isso me derreteu completamente!
Um mês antes, eu tinha olhado para a tv e visto uma pessoa distante, rígida e entediante; uma pessoa que, eu pensava, ninguém poderia amar. E, embora não se parecesse nem um pouco com a pessoa que eu tinha amado, ele era digno de passar a vida ao lado de alguém que o amasse.
A escrita da Kiera é sensacional, eu li o livro em dois dias, pois não conseguia parar! Fazia muito tempo que não me sentia assim com um livro e não há nada melhor do que essa sensação de a escrita de alguém ser tão fluida, tão conexa e tão cativante a ponto de você não ter vontade de parar de ler.

A diagramação do livro é boa e, apesar de gostar das capas, acho que poderiam ser melhores. Na verdade eu simpatizo muito pouco com capas que possuem pessoas nas fotos (odeio capas de livros depois que eles viram filmes em parte por isso), se eu tiver que comprar pela capa e o livro possuir uma pessoa e o outro não, já está feita a escolha. Porém, ao mesmo tempo, elas descrevem muito bem o que será encontrado no livro e isso sim é o que faz elas valerem à pena.

O livro possui um contexto histórico muito interessante que acredito que será muito bem desenvolvido nos próximos livros, já que nesse primeiro o foco foi colocado no triângulo amoroso e não nos acontecimentos históricos. Sabe-se que o país está sendo atacado por rebeldes do Norte e do Sul, porém não temos muita informação além disso, diferentemente do que acontece em outras distopias. Ao mesmo tempo que eu gostei muito por isso fazer com que A Seleção seja um livro diferente dos outros que abordam esse mesmo tema, eu gostaria muito de ter mais informações sobre todo esse pano de fundo histórico.

Acredito eu que a construção dos personagens é o que mais faz com que o livro seja cativante e tenha conquistado tantos leitores pelo mundo. É impossível não gostar de America, Aspen e Maxon, mas além deles tem May, o pai de America (em particular quis ser adotada por ele!), as criadas e algumas das meninas que estão competindo com America, em especial Marlee, e isso é surreal! Você se apega à uma série de personagens e cada coisinha que acontece já te arrepia inteira! Eu resumo essa resenha em uma frase: por que demorei tanto pra ler esse livro? Espero que tenham gostado da resenha e que, quem não leu ainda, leia o quanto antes para que possamos conversar sobre! Para os que já leram, contem pra mim o que acharam! Um xêro! 
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